Você já teve a impressão de que está vivendo em um grande mundo de contradições e falta de coerência?
Esta impressão tem me atingido com uma certa freqüência e hoje foi um destes dias. Tive a impressão que todos os valores que trago de não-violência, amor ao próximo, compaixão e companheirismo estão ficando “fora de moda”.
Li uma matéria sobre um novo produto tecnológico que promete revolucionar o mercado de jogos eletrônicos. Trata-se de um capacete que, em conjunto com um colete especial, promete dar experiências mais reais para os jogos de combate. O equipamento promete apresentar ao usuário impressões mais reais dos golpes sofridos durante jogos de luta.
Não é segredo para ninguém que vivemos em um mundo violento. Matamos por uns trocados, por um punhado de moedas, até mesmo por nada. Às vezes matamos só pela diversão ou para provar a nossa superioridade a outras pessoas. Nossa história está repleta de exemplificações do que digo. Exemplos em escalas nacionais ou individuais.
Também não é segredo que nossa sociedade debate há muito tempo a necessidade de mudança destes comportamentos agressivos. Criamos leis e códigos de ética que nos dizem os momentos e motivações “justas” para matar alguém e estabelecemos penalidades para aqueles que insistem em não seguir as regras.
Não andamos mais com armas em punho pelas ruas, exceto algumas áreas tumultuadas e que insistem em não cumprir os acordos estabelecidos pela sociedade.
A ciência fala da necessidade de modificarmos nossos comportamentos agressivos a fim de vivermos mais e com mais saúde. Centenas de estudos mostram as vantagens de sermos mais amorosos, afáveis, compreensivos e de perdoarmos mais.
As religiões, de um modo geral, pregam o amor e o perdão das ofensas, repudiam a violência e convidam os crentes a modificarem-se.
Nossa sociedade planetária fala muito na necessidade de paz e da solução de conflitos através de diálogo e negociações mediadas por grupos neutros.
Criamos instituições que procuram conduzir os processos de paz e assegurar o direito do cidadão terrestre.
Mas ao mesmo tempo vemos ações que associam o lazer a atividades de grande violência, mesmo que por pura diversão, como se fosse divertido matar!
Estão se tornando cada vez mais populares jogos violentos onde jogadores perseguem-se e matam-se com o único propósito de provar que são os mais habilidosos e conseguem matar um número maior de pessoas em uma partida.
Somos convidados a entrar em carros virtuais e matar por atropelamento o maior número de pedestres para ganhar pontos e terminar a missão.
Revivemos combates épicos com requintes de crueldade. Participamos de lutas sangrentas nas quais não basta subjugar o oponente, é necessário matá-lo com requintes de crueldade.
Valores como a compaixão, piedade e amizade estão, pouco a pouco, sendo substituídos no vocabulário de nossos jovens, que vêem a violência cada vez com maior naturalidade.
Estamos começando a nos acostumar com a brutalidade e a falta de companheirismo. Vivemos para nós mesmos em uma espécie de selva hostil onde o que importa é o nosso bem estar.
Torcemos para que nossos amigos e colegas de convivência briguem, promovemos desavenças, estimulamos mal-entendidos. Vibramos quando as confusões terminam em sangue.
Eu me pergunto. Será que, realmente, estamos educando corretamente nossas crianças e adolescentes ao entregar-lhes armas virtuais de combate e estimulando-os ao assassínio?
O que estamos dizemos para uma criança quando lhe oferecemos um jogo onde é “maneiro” matar, destruir e arrasar?
Que tipo de valores estamos ajudando a construir quando estimulamos disputas entre grupos de amigos? Será que precisamos saber quem é o mais forte, o mais habilidoso?
Qual será o efeito da visão de milhares de assassínios, cada vez mais realistas, na cabeça de um jovem em formação? Que mensagem passamos? Que traumas criamos? Que comportamentos contribuímos para forma?
É preciso falar mais em DEUS !
Lembrar ao mundo dos “surdos ” que
ele existe . Nas escolas, em casa , nos artigos dos
jornais, revistas, programas de TV realizarem deba-
tes … Aï , quem sabe ???!!!
PAZ E BEM ! AMOR!
WL